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6 dicas para criar uma política de privacidade e segurança
May 13, 2021
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3 minutos de leitura
6 dicas para criar uma política de privacidade e segurança

Se você trabalha em uma empresa que lida com dados pessoais, já sabe a importância de cuidar da segurança e da privacidade. Esses aspectos são estruturantes para as relações entre empresas e clientes atualmente, porque são discutidos em massa em diversos contextos. Companhias que negligenciam isso, simplesmente perdem posições no mercado e arriscam tornar suas operações vulneráveis.

Para materializar e formalizar as estratégias de proteção, a política de privacidade e segurança deve ser implementada. Ela agrega todos os esforços da organização para prevenir ataques virtuais, vazamento de dados, fraudes e outros resultados prejudiciais. Em negócios mais complexos, como um marketplace, ter uma política definida e abordagens consolidadas é a base do sucesso.

Por isso, separamos algumas de ações precisas e efetivas para que você reforce a proteção e inclua na sua política. Aprenda mais com os tópicos abaixo.

Conceito de política de privacidade e segurança aplicado no marketplace

A política de privacidade e segurança é uma forma de registrar o esforço e as ações da empresa em direção ao aumento de proteção de dados. É um relatório das responsabilidades, das soluções empregadas e das regras e diretrizes da companhia com relação a informações pessoais.

Em um marketplace, funciona como um conjunto geral de boas práticas, que compreende a questão técnica e também as recomendações para as pessoas que estão envolvidas na plataforma.

Ou seja, profissionais que vendem algo deverão se adaptar à política e à cultura da empresa que está expressa nesse documento. A norma de segurança é guia para o treinamento de todos os parceiros que se cadastrarem.

É possível desenvolver uma política completa que também apresente informações acerca dos dados que serão coletados e da finalidade específica para o uso deles. Em se tratando de marketplaces, há frequente utilização de dados, como endereço, nome, histórico de conversas e até mesmo dados bancários.

O guia das regras contribui para que todos entendam como proceder diante disso. O documento também estabelece a postura da empresa diante do uso dos dados pessoais, bem como as melhores abordagens de modo a garantir o máximo de segurança e proteção.

Ou seja, estrutura de uma forma transparente e abrangente o que todos precisam saber acerca do controle de acesso, das ações para garantir a integridade de informações e das estratégias a fim de assegurar a disponibilidade dos dados.

Um termo que define muito bem o propósito de uma política de proteção é: transparência. Afinal, o foco é ter clareza sobre responsabilidades e métodos, de modo que seja até mais fácil apresentar a órgãos fiscalizadores, com o intuito de garantir o compliance.

Ademais, a padronização de atividades nos guias de diretrizes contribui para que o dia a dia permaneça saudável e de acordo com as necessidades de defesa.

Dicas para criar uma política de privacidade e segurança

Para construir uma política de privacidade e segurança, é preciso, sobretudo, estar atento às melhores práticas para proteger a empresa.

No caso do marketplace, essas ações representam proteção para os clientes, para os vendedores/prestadores de serviço e para os reais colaboradores. Veremos quais são essas ações e como é possível criar uma política a partir delas.

1. Levante as necessidades

Primeiramente, estude muito bem a sua companhia e o seu modelo de negócio para levantar as necessidades e os riscos frequentes. Desse modo, você será capaz de pensar em soluções específicas e personalizadas, que lidem diretamente com os problemas do cotidiano.

No marketplace, uma das questões é a confiança que é preciso ter acerca dos vendedores. Clientes precisam contar com uma estrutura que os proteja e que os livre de serem roubados ou sofrerem com danos à sua vida. Nesse sentido, essa deve ser uma preocupação descrita e solucionada na política da empresa.

2. Crie canais de comunicação

Outra abordagem imprescindível é a criação de um canal de comunicação. Principalmente, quando falamos nos tempos atuais, de preocupação com a LGPD. Esse espaço será útil para possibilitar a comunicação entre o cliente e a empresa, sempre que for necessário realizar alterações nos dados coletados.

Como a segurança atual deve ser centrada no cliente e em sua vontade e consentimento, essa estratégia deve fazer parte de sua política.

3. Classifique os riscos

Para avançar na compreensão da segurança e na otimização da proteção à privacidade, analise e classifique os riscos. Isso significa que sua empresa deve identificar os principais problemas que podem acontecer nas transações e relações entre profissionais e clientes. Assim como, deve avaliar cada ameaça de acordo com o seu nível de prejuízo agregado.

Desse modo, a organização poderá estruturar as outras medidas de acordo com o tamanho do risco, sendo que mais esforço deve ser empregado para prejuízos maiores.

4. Use ferramentas de verificação de identidade em cadastro

Outra questão é o uso de soluções para verificação de identidade em cadastros. Dessa maneira, você evita fraudes e descobre se o usuário cadastrado é realmente quem ele diz ser. Essa ferramenta é poderosa e envolve até mesmo uso de inteligência artificial para comparar fotos a documentos, entre outras ações.

5. Adote assinatura digital de documento

Uma boa abordagem para proteção no marketplace, e que deve fazer parte de sua política, é a assinatura digital de documentos. Ao optar por essa metodologia, as empresas reduzem a burocracia e os riscos, uma vez que contam com maior segurança, criptografia, com flexibilidade e agilidade para coletar assinaturas. Isso pode ser útil para validar contratos de serviços, por exemplo.

6. Aposte em background checks

Os background checks, ou validação de antecedentes, são verificações completas de antecedentes de um indivíduo, em diversos âmbitos, como criminalidade, questões financeiras, questões legais, fiscais, civis, entre outros.

Com dados abertos de fontes como Receita Federal, Polícia Federal e plataformas de crédito, você consegue identificar o risco de aceitar um determinado profissional em sua base.

Evidentemente, os critérios variam bastante a depender da natureza do trabalho oferecido. Se for o caso de algum tipo de trabalho que pode colocar em risco a vida do cliente diretamente, antecedentes criminais devem ser avaliados. Se for a venda de algo, fraudes financeiras anteriores ajudam a prevenir possíveis problemas com a experiência do consumidor também.

A política de privacidade e segurança é um item obrigatório para as estratégias digitais das empresas. Em um marketplace, esse documento deve reunir as abordagens e ações voltadas à proteção dos clientes e à organização de profissionais para que o dia a dia permaneça saudável e seguro. Quando se implementa, as empresas conseguem proteção, compliance e redução de riscos.

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